Peguei três ingressos e entramos no cinema...
Eu, eu mesmo e a pipoca.
"Coloque o filme logo!"
"Não espere a minha paciência ir embora!"
Já era hora de começar
E estavam todos revoltados com o atraso.
Pensavam que o filme seria um arraso.
O caso é que já era tarde
Quando o filme finalmente começou.
Depois de enfrentar a longa fila,
O mau-humor e o cheiro de axilas...
...lá estava ele: O Filme!
Ficaram fixados na estória,
Um drama que fica na memória.
Lá do fundo alguém gritou:
"Já sei como acaba esse filme!"
"O assassino é o mordomo!"
E então as pipocas começaram a voar como mísseis.
"Idiota! Contou o final do filme!"
Havia um corpo no chão, cheio de hematomas...
O delegado perguntou:
"Qual o motivo do crime?"
"Aquele imbecil... contou o final do filme"
E aquele pobre cidadão descansou em paz.
Contou o final do filme.
Morreu porque falou demais.
Na saída do cinema conversei comigo mesmo...
Algo ficou na memória...
Quem era mesmo o assassino, se não havia nenhum mordomo na estória?
(Eder Orsolin)
Olha só, tu fez rimando
ResponderExcluiruma história que vemos de vez em quando
tentarei estar sempre presente
desde que vc não se torne, pra sua poesia, ausente.
=PPPP
fii.. dá uma passada no blog da minha poetisa preferida --> www.leguatirana.blogspot.com
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirEsse texto é muito legal. Fica um suspense no ar...
ResponderExcluirParabéns!