Descobri por acaso o caso do açougueiro que era vegetariano.
Seus clientes carnívoros garantiam o sucesso do negócio.
Seu sócio um dia o chamou para jantar em sua casa.
Há muitos anos o açougueiro não comia carne, mas a carne é fraca e ele não resistiu.
Serviu, repetiu e sentiu um terrível mal-estar após o jantar.
Foi parar no hospital.
O tal jantar, farto de carne quase o deixou vegetando.
É... a carne é fraca... mas ele foi forte e teve sorte de não ter virado presunto.
(Eder Orsolin)
domingo, 25 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Guarda Noturno
O guarda noturno dorme de dia. O dia começa sempre mais tarde. Mas tarde não quer dizer tarde demais, nem significa que não haja tempo para fazer o que tem de ser feito.
O prefeito esquece do que tinha p'ra fazer e faz de conta que fez a conta de quanto nos deve. Ele deve estar ficando louco, ou um pouco doente...
De repente ele bebeu demais no fim de semana passado. Deve ter passado da conta. Mas as contas ainda estão lá, e a gente aguarda, enquanto o guarda noturno que não usa coturno veste a sua farda.
Por Eder Orsolin
domingo, 11 de setembro de 2011
3
Ah, que dia cansativo!
Acordei três vezes durante a noite.
De manhã, o relógio tocou três vezes e eu o desliguei.
Andei três metros e estava no banheiro.
Saí pelo portão, andei trezentos e trinta e três passos até a padaria
Onde três míseros pães me custaram três reais!
Ao sair de lá, arranjei uma encrenca.
O cara tinha o triplo do meu tamanho.
Me deu uns três socos e saiu
Em um dos três carros que estavam no estacionamento.
O telefone tocou três vezes, mas não era você.
Andei três quarteirões até a sua casa,
Dei três batidas na porta e você disse:
“Espere um pouco... só uns três minutinhos!”
Os três beijos que te dei não foram suficientes...
Nem os três abraços...
Dei mais três passos,
Apanhei três flores para ti...
Você sorriu três vezes e me deu mais um beijo...
Ótimo!
Finalmente algo aconteceu mais de três vezes!
Com esse, foram quatro beijos.
Agora estou indo ao médico...
Só espero que ele não peça p’ra eu dizer trinta e três!
(Eder Orsolin)
sábado, 10 de setembro de 2011
Luz Negra
Hoje em dia as noites não são mais tão escuras. E, quando escurece, a luminosidade ainda está no céu do dia que, de repente, vira uma noite negra cheia de luzes que brilham, iluminando o escuro da claridade que ninguém vê, por estar escuro demais. Quanto mais claro, menos se enxerga!
E pode-se ver claramente que a escuridão ofusca a visão, e até a televisão, que é obscura, procura com clareza nos dar uma luz em meio à penumbra.
Luz..... que não ilumina por muito tempo....
Menos tempo que uma vela, que posta em sua janela não pode ser vista durante o blecaute.
Espero que haja luz, e que a lucidez faça brilhar seus lindos olhos negros!
Espero que haja luz, e que a lucidez faça brilhar seus lindos olhos negros!
(Eder Orsolin)
Noite no Cinema
Peguei três ingressos e entramos no cinema...
Eu, eu mesmo e a pipoca.
"Coloque o filme logo!"
"Não espere a minha paciência ir embora!"
Já era hora de começar
E estavam todos revoltados com o atraso.
Pensavam que o filme seria um arraso.
O caso é que já era tarde
Quando o filme finalmente começou.
Depois de enfrentar a longa fila,
O mau-humor e o cheiro de axilas...
...lá estava ele: O Filme!
Ficaram fixados na estória,
Um drama que fica na memória.
Lá do fundo alguém gritou:
"Já sei como acaba esse filme!"
"O assassino é o mordomo!"
E então as pipocas começaram a voar como mísseis.
"Idiota! Contou o final do filme!"
Havia um corpo no chão, cheio de hematomas...
O delegado perguntou:
"Qual o motivo do crime?"
"Aquele imbecil... contou o final do filme"
E aquele pobre cidadão descansou em paz.
Contou o final do filme.
Morreu porque falou demais.
Na saída do cinema conversei comigo mesmo...
Algo ficou na memória...
Quem era mesmo o assassino, se não havia nenhum mordomo na estória?
(Eder Orsolin)
Eu, eu mesmo e a pipoca.
"Coloque o filme logo!"
"Não espere a minha paciência ir embora!"
Já era hora de começar
E estavam todos revoltados com o atraso.
Pensavam que o filme seria um arraso.
O caso é que já era tarde
Quando o filme finalmente começou.
Depois de enfrentar a longa fila,
O mau-humor e o cheiro de axilas...
...lá estava ele: O Filme!
Ficaram fixados na estória,
Um drama que fica na memória.
Lá do fundo alguém gritou:
"Já sei como acaba esse filme!"
"O assassino é o mordomo!"
E então as pipocas começaram a voar como mísseis.
"Idiota! Contou o final do filme!"
Havia um corpo no chão, cheio de hematomas...
O delegado perguntou:
"Qual o motivo do crime?"
"Aquele imbecil... contou o final do filme"
E aquele pobre cidadão descansou em paz.
Contou o final do filme.
Morreu porque falou demais.
Na saída do cinema conversei comigo mesmo...
Algo ficou na memória...
Quem era mesmo o assassino, se não havia nenhum mordomo na estória?
(Eder Orsolin)
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