sábado, 10 de setembro de 2011

Noite no Cinema

Peguei três ingressos e entramos no cinema...

Eu, eu mesmo e a pipoca.

"Coloque o filme logo!"
"Não espere a minha paciência ir embora!"
Já era hora de começar
E estavam todos revoltados com o atraso.
Pensavam que o filme seria um arraso.
O caso é que já era tarde
Quando o filme finalmente começou.
Depois de enfrentar a longa fila,
O mau-humor e o cheiro de axilas...
...lá estava ele: O Filme!

Ficaram fixados na estória,
Um drama que fica na memória.
Lá do fundo alguém gritou:
"Já sei como acaba esse filme!"
"O assassino é o mordomo!"

E então as pipocas começaram a voar como mísseis.
"Idiota! Contou o final do filme!"
Havia um corpo no chão, cheio de hematomas...

O delegado perguntou:
"Qual o motivo do crime?"
"Aquele imbecil... contou o final do filme"

E aquele pobre cidadão descansou em paz.
Contou o final do filme.
Morreu porque falou demais.

Na saída do cinema conversei comigo mesmo...
Algo ficou na memória...
Quem era mesmo o assassino, se não havia nenhum mordomo na estória?

(Eder Orsolin)

3 comentários:

  1. Olha só, tu fez rimando
    uma história que vemos de vez em quando
    tentarei estar sempre presente
    desde que vc não se torne, pra sua poesia, ausente.
    =PPPP

    fii.. dá uma passada no blog da minha poetisa preferida --> www.leguatirana.blogspot.com

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  2. Esse texto é muito legal. Fica um suspense no ar...

    Parabéns!

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